A apresentadora Catarina Furtado simulou, este sábado, ser um caso suspeito de ébola, numa operação da Direção-Geral da Saúde (DGS) que visou mostrar à população que, na dúvida, deve contactar a linha de Saúde 24 e nunca dirigir-se a um serviço de saúde.

De acordo com a Lusa, o simulacro ocorreu um dia após a realização de outros dois testes - um em Lisboa e outro no Porto - à resposta portuguesa a casos suspeitos de ébola, os quais foram acompanhados e avaliados por responsáveis nacionais e representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença (ECDC).

Catarina Furtado afirmou que é importante explicar às crianças o que é o Ébola, para evitar que estas entrem em pânico se a doença chegar a Portugal. A apresentadora defendeu o esclarecimento da população sobre a doença, considerando que, «normalmente, a falta de informação é o maior risco».

No caso das crianças, lembrou a Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, o seu esclarecimento é especialmente importante porque «a doença invade a nossa televisão».

Sobre a participação no simulacro, Catarina Furtado disse ser essa a sua função «enquanto figura pública».

«Existe muita informação sobre o ébola e é importante dizer às pessoas os procedimentos adequados, quer para quem possa eventualmente ter a doença, como para os seus contactos», adiantou.

Catarina Furtado simulou este sábado ter sintomas comuns à infeção pelo vírus Ébola – febre, dores de cabeça e dores musculares – registados após ter passado pela Serra Leoa.

Seguindo esse guião, a apresentadora ligou para a Linha Saúde 24, tendo sido depois encaminhada para um serviço especial da DGS que validou o seu caso como suspeito, tendo acionado o serviço especial do INEM que transportou Catarina Furtado até ao Hospital Curry Cabral, onde era esperada por uma equipa de infeciologistas.

«É mais importante recorrer a Linha Saúde 24 antes de tomar alguma iniciativa», disse a apresentadora da RTP à Lusa que aceitou o desafio para «mostrar quais os passos essenciais para se saber se se tem a doença».

A febre hemorrágica Ébola, muito contagiosa, causou desde o início do ano até 27 de outubro, pelo menos, 4.922 mortos em 13.703 casos registados, na sua quase totalidade em três países: Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Trata-se de uma doença com uma letalidade entre os 25 e os 90%, para a qual não existe tratamento específico, nem vacinas comercialmente disponíveis.