O presidente da Confederação de Pais considerou "positiva" a intenção do Governo em acabar com as provas de aferição do 8.º ano em papel, mas salientou ser preciso assegurar que todos os alunos sabem utilizar a tecnologia.

O Governo quer que as provas de aferição do 8.º ano passem a ser feitas online já no terceiro trimestre de 2018. Esta medida faz parte do Simplex + 2017, que vai ser apresentado esta segunda-feira pela ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional de Professores (CONFAP), Jorge Ascensão, considerou que esta medida é “positiva” e terá "uma evolução pacífica e sem grande perturbação”.

Contudo, a CONFAP sempre disse que mais do que os meios, o que importa são os fins para que a avaliação serve. Portanto, seja em papel ou não, o que nos preocupa são os fins com que olhamos a avaliação e as consequências a tirar”, disse.

No entender de Jorge Ascensão, não há problema no que diz respeito à utilização dos meios, mas é preciso garantir que todas as crianças estão ao mesmo nível.

É preciso perceber se as condições estão criadas, se as crianças, porque no 8.º ano ainda são crianças, estão todos em igualdade de circunstâncias, se estão habituados a utilizar esta forma de avaliação. Se assim for, não haverá qualquer problema com isso”, disse.

De acordo com o jornal i, desde a conceção da prova pelos professores, a sua realização pelos estudantes, a correção e posterior publicação dos resultados, tudo será feito ‘online’.

Trata-se para já de um projeto-piloto que vai abranger apenas um agrupamento de escolas ou um conjunto de estabelecimentos de ensino. Não há ainda capacidade no país para que todos os alunos tenham acesso a um computador”, indica o jornal.

O jornal i adianta ainda, citando o Ministério da Presidência, que “o arranque das provas ‘online’ vai ‘possibilitar a aceleração dos tempos de classificação’ e também conseguir ‘o aumento da qualidade e da fiabilidade da classificação das respostas aos itens de resposta aberta, já que a classificação online permite monitorizar, em tempo real, o trabalho dos professores, bem como utilizar técnicas de dupla classificação”.

O Governo afirma, segundo o i, que “além da poupança em papel, esta mudança vai facilitar as correções e o armazenamento (deixa de ser preciso arranjar espaço físico para guardar as provas) ”.