
O Ministério Público decidiu acusar os três arguidos no caso das secretas. De acordo com o despacho de acusação, o ex-diretor do Serviços de Informação Estratégica de Defesa (SIED) terá usado os serviços de informação para impressionar dirigentes da Ongoing, em troca de um lugar de topo numa das empresas do grupo.
Na mesma acusação, a que a TVI teve acesso, é referido que Jorge Silva Carvalho continuou a receber relatórios diários de notícias publicadas em meios de comunicação social nacionais e internacionais, feitos por agentes de serviços secretos. Esse clipping era enviado posteriormente reenviado por Silva Carvalho para várias outras pessoas ligadas ao universo Ongoing, sendo que entre eles estavam figuras tão conhecidas como o jornalista José Eduardo Moniz, o diretor do «Diário Económico» (António Costa), o politólogo Vasco Rato ou os ex-jornalistas Miguel Coutinho e Fernando Maia Cerqueira.
Nessa lista de distribuição constavam, ainda, Nuno Vasconcellos (que está acusado de corrupção ativa), Rafael Mora (vice-presidente do conselho de administração e da comissão executiva do grupo Ongoing), Paulo Gomes, James E. Risso-Gill, Paulo Santos, Paulo Félix, Vittorio Calvi, João Alfaro e Rita Marques Guedes, para além de dirigentes partidários, que não são nomeados.