Nos últimos três anos, 156 pessoas mudaram legalmente de sexo em Portugal. Ou seja, adotaram um nome que não corresponde ao sexo com que nasceram. Além destes, entre 2005 e 2010, 70 pessoas submeteram-se à cirurgia de mudança de sexo, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Os números são avançados, esta segunda-feira, pelo «Correio da Manhã» (CM), a propósito do caso do concorrente da «Casa dos Segredos» Lourenço Ódin.

O processo nem sempre é fácil e é moroso. «Nunca demora menos de dois ou três anos, após identificação do distúrbio de identidade de género», diz Celso Cruzeiro, diretor da Unidade de Reconstrução Genito-Urinária e Sexual do Centro Hospitalar de Coimbra, ao CM.

Mas já foi mais difícil. A cirurgia é permitida em Portugal apenas desde 1995 e só em 2011 a mudança de nome no BI passou a ser automática, mediante a apresentação do diagnóstico médico. Os números sofreram um aumento considerável desde esses ano.

Não se sabe ao certo o número de transsexuais em Portugal, mas calcula-se que não andarão muito longe das estatísticas oficiais. E os números avançam que um homem em cada 30 mil sente que é mulher, enquanto uma mulher em cada 100 mil sente que é homem.