As fantasias sexuais são mais comuns do que se pensa. Um estudo canadiano, publicado no «Journal of Sexual Medicine», concluiu que homens e mulheres fantasiam o sexo de forma diferente, mas ninguém está sozinho nas suas fantasias. Há sempre alguém a sonhar com o mesmo.
 
Os investigadores da Universidade de Montreal inquiriram mais de 1500 adultos da província do Quebeque e concluíram que as mulheres são mais dadas a fantasias e os homens a desejos. Ou seja, enquanto, muitas vezes, os homens querem tornar as suas fantasias realidade, o mesmo não se passa com as mulheres.
 
«As mulheres, quando têm uma fantasia, não significa que isso seja, de facto, um desejo. Elas até podem dizer “fantasiei em ser dominada, mas não gostava de tornar isso realidade. Não quero que isso aconteça na vida real”», explica Christian Joyal, responsável pela equipa de investigadores que levou a cabo o estudo.
 
Talvez por isso, os homens tenham fantasias mais complexas, descrevendo de forma mais detalhada os seus desejos, em comparação com as mulheres.
 
Ainda de acordo com o estudo, as fantasias mais comuns entre as mulheres prendem-se precisamente com o bondage e a submissão. Já os homens fantasiam sobre poderem trair a esposa ou o parceiro, incluindo o desejo de manter relações sexuais com mais do que uma mulher ao mesmo tempo. Muitas das inquiridas confessaram mesmo fantasiarem sobre serem “espancadas” ou atadas pelos parceiros durante o sexo.
 
«As conclusões permitem-nos lançar algumas bases para perceber um fenómeno social como a popularidade do livro ’50 sombras de Grey’. (…) Estamos a conduzir testes para apurar combinações de fantasias. A título exemplificativo, normalmente, quem tem fantasias sobre submissão têm também sobre dominação», explica Christian Joyal.
 
Outra das fantasias mais comum entre as mulheres do que se pensa é o exibicionismo fora de portas. «As mulheres não vão começar a andar só de gabardina ou nuas no parque. Mas fazer amor num carro, por exemplo, num sítio onde podem ser vistas por terceiros, sim. A ideia de ser apanhada é excitante, talvez. É uma fantasia muito comum», diz o investigador, citado pelo jornal «Ottawa Citizen».
 
Alguns dados interessantes do estudo mostram que, enquanto 61,2% dos homens fantasiam com sexo inter-racial, apenas 27,5% das mulheres o fazem. A diferença entre homens e mulheres é também significativa no que toca a fantasiar sexo com alguém muito mais novo (57% dos inquiridos admitiram fazê-lo, contra apenas 18,1% das mulheres). A submissão parece ser a mais comum das fantasias entre homens e mulheres: 64,6% das mulheres e 53,3% dos homens fantasiam em «ser dominados sexualmente».