O empresário escocês Charles Smith, um dos arguidos no «caso Freeport», deixou cerca das 19:15 as instalações da PJ de Setúbal, onde foi inquirido durante o dia de hoje no âmbito das investigações relacionadas com o licenciamento do «outlet» de Alcochete, escreve a Lusa.

À saída da PJ Charles Smith não quis falar aos jornalistas e a sua advogada, Paula Lourenço, apenas reafirmou declarações prestadas quando regressaram do almoço.

Freeport: Charles Smith ouvido na PJ

Charles Smith chegou cerca das 10:30 desta sexta-feira à Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, depois saiu para almoçar, regressando aproximadamente às 14:30.

Foi «um interrogatório que decorreu com toda a normalidade», reafirmou a advogada, acrescentando ter sido «uma diligência normal que ocorre nos processos de investigação».

Charles Smith já tinha sido interrogado em duas ocasiões na semana passada no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, pelos dois procuradores encarregados do caso e por inspectores da PJ de Setúbal.

Charles Smith é um dos dois arguidos do «caso Freeport», processo relativo ao espaço comercial Freeport de Alcochete, relacionado com alegadas suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, quando era ministro do Ambiente José Sócrates, actual primeiro-ministro.