Um dos dois arguidos acusados do homicídio do jovem Bruno Rodrigues em novembro de 2016, em Sesimbra, devido a uma dívida de 250 euros, foi condenado a 17 anos de prisão efetiva.

Segundo a advogada da família da vítima, Lília Albino, Nuno Calçada foi condenado por homicídio qualificado e terá ainda de pagar uma indemnização de 135 mil euros aos demandantes (os familiares).

Já o arguido Armando Salles foi condenado a dois anos e 10 meses de prisão, com pena suspensa por igual período, e vai ser sujeito a tratamento psicológico.

O jovem foi absolvido pelo Tribunal de Setúbal do crime de homicídio qualificado e condenado por posse e detenção de arma proibida e por ameaça agravada.

Lília Albino disse à Lusa estar satisfeita com o acórdão e referiu que os seus constituintes não vão recorrer da decisão.

Segundo a acusação, o crime ocorreu no dia 16 de novembro de 2016 e envolveu Armando Salles e Nuno Calçada, à data dos factos com 18 e 19 anos de idade, devido a uma dívida de 250 euros de Bruno Rodrigues pelo fornecimento de produtos estupefacientes.

Os jovens atraíram a vítima para um terreno próximo do Grupo Desportivo da Quinta do Conde, no concelho de Sesimbra (distrito de Setúbal), num encontro que culminou com a morte de Bruno Rodrigues, de 18 anos, depois de ter assumido que não estava em condições de pagar.

A vítima foi imobilizada com um atacador enrolado à volta do pescoço e foi agredida a soco e a pontapé. Foi ainda atingida na cabeça com um tijolo e agredida com um pau que lhe trespassou o pescoço.

Depois de consumado o crime, os jovens filmaram o corpo com o telemóvel.

Os dois arguidos estavam em prisão preventiva.