Em alguns hospitais do país, mais de metade das idas às urgências são motivadas por causas consideradas não urgentes. De acordo com o jornal Público são casos em que os doentes recebem uma pulseira de cor verde, azul ou branca, as menos graves na escala que define as prioridades clínicas para o atendimento.

É assim nos hospitais Amadora-Sintra, loures, Santa Maria, Pulido Valente, Garcia d’Orta e Cascais. Fora da grande Lisboa, a situação verifica-se nos hospitais de Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Santa Maria Maior, nos distritos do Porto e Braga, respetivamente.

Os dados, disponíveis no portal do Serviço Nacional de Saúde, permite concluir que na origem destas "falsas urgências" estão a falta de médicos de família e pouca literacia em saúde. Uma situação que o contacto e proximidade com os centros de saúde na área de influência dos hospitais pode ajudar a resolver.