O Tribunal de Aveiro condenou esta sexta-feira a quatro anos e três meses de prisão efetiva dois homens, de 23 e 32 anos, suspeitos de terem sequestrado e roubado um taxista de Viseu que os tinha acabado de transportar até Estarreja.

O julgamento realizou-se apenas na presença do arguido mais novo, atualmente preso à ordem de outros processos, tendo o outro sido julgado à revelia, por se encontrar em parte incerta.

Este caso envolve ainda a mãe e a irmã do arguido mais novo, que se encontram ausentes no estrangeiro e vão ser julgadas num processo autónomo.

O coletivo de juízes deu como provado que os arguidos planearam sequestrar e roubar o taxista de Viseu, para lhe dar uma lição, por aquele ter denunciado à Polícia que suspeitava que um deles estivesse envolvido num assalto à sua residência.

Os dois arguidos foram condenados por um crime de roubo qualificado, um de sequestro e outro de coação agravada, tendo-lhes sido aplicado, em cúmulo jurídico, uma pena única de quatro anos e três meses de prisão efetiva, para cada um.

O arguido mais velho estava ainda acusado de detenção de arma proibida, mas foi absolvido deste crime.

Durante o julgamento, a vítima relatou ao tribunal o episódio ocorrido na noite de 26 de dezembro de 2012, quando o arguido mais novo, acompanhado de uma mulher, entrou no táxi, em Viseu, e pediu que o homem os levasse a Estarreja.

Quando chegou ao centro de Estarreja, pediram-lhe para imobilizar a viatura para entrar um segundo casal e, pouco depois, fez nova paragem para que as mulheres saíssem, prosseguindo viagem até um local ermo nas imediações da localidade de Salreu.

Neste local e quando circulavam num caminho em terra batida, o arguido que se encontrava sentado atras da vítima encostou uma faca ao pescoço do ofendido.

"Disseram-me que era um ajuste de contas. Que estava ali para morrer", disse o taxista.

A vítima contou ainda que foi agredida com murros pelos dois arguidos que o obrigaram a entregar todo o dinheiro que tinha consigo.

"Quando eles viram que não tinha mais dinheiro, disseram para ir embora e que se os denunciasse iam a minha casa e a minha família ia toda à vida", referiu o ofendido, acrescentando que ficou muito assustado.

Os dois arguidos têm antecedentes criminais por diversos crimes de furto, roubo, ofensa à integridade física, condução sem habilitação legal e evasão entre outros.