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Sentença do motorista de Mário Mendes adiada

Impedimento da juíza ditou adiamento

Por: Redacção / MM  |  7- 2- 2012  10: 36

TVI24

Notícia actualizada às 11:10

A leitura da sentença do motorista do carro do ex-secretário geral do Sistema de Segurança Interna, envolvido num acidente em 2009 e acusado do crime de «condução perigosa de veículo rodoviário», foi esta terça-feira adiada por impedimento da juíza. A sentença deste caso tem de ser conhecida até 20 de Fevereiro, 30 dias após a última sessão de julgamento.

Joaquim da Silva Fernandes, na altura motorista do ex-secretário geral do Sistema de Segurança Interna, é considerado o único culpado do acidente e responde por um crime de condução perigosa por alegadamente ter passado, sem abrandar, um sinal vermelho.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu a condenação do motorista, que em tribunal afirmou que não se lembra do que aconteceu na altura do acidente, que ocorreu na Av. Liberdade, em Lisboa, no dia 27 Novembro de 2009.

O acidente de viação envolveu uma viatura do Ministério da Administração Interna (MAI), na qual seguia o então secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, que ficou gravemente ferido, e outra que estava ao serviço do então presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que não seguia no veículo.

A investigação do MP concluiu que o motorista, um militar da GNR na reforma, foi o «único responsável pelo acidente» que, seguindo em «marcha assinalada de urgência, violou grosseiramente regras de circulação rodoviária, ignorando designadamente a obrigação de parar no sinal vermelho, pondo assim em perigo terceiros».

O MP arquivou, contudo, três crimes de ofensa à integridade física negligente por «falta de apresentação de queixa por parte das vítimas».

A moldura penal para o crime de condução perigosa vai de três a meses a três anos de prisão.

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