A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta sexta-feira a detenção de duas pessoas, em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, suspeitas do crime de tráfico de estupefacientes, especificamente de crack, considerada a droga da moda.

Em comunicado, a Diretoria do Centro da PJ, sediada em Coimbra, informa que os arguidos, um homem de 55 anos e uma mulher de 37 anos, sem profissão, foram detidos no âmbito de uma investigação que “visa combater o tráfico de ‘crack’ (cocaína solidificada em cristais) na zona centro do país”.

“Os suspeitos foram abordados e detidos quando viajavam entre Condeixa-a-Nova e a zona de Seia, Guarda, com o propósito de entregar a um dos seus clientes 200 doses deste estupefaciente”, adianta a PJ.


Segundo a PJ, na sequência da detenção “foi apreendido diverso equipamento informático e de som e imagem”, além de 1.800 euros em dinheiro, uma espingarda semiautomática e 60 cartuchos.

Presente a primeiro interrogatório judicial, o juiz determinou que o casal aguardasse o desenrolar do inquérito em prisão preventiva, lê-se no comunicado.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que esta investigação foi encetada em abril de 2014.

“Este casal trabalhava num patamar de tráfico mais elevado e com a droga da moda. O ‘crack’ é, neste momento, das drogas mais rentáveis do mercado e das mais procuradas pelos consumidores”, explicou esta fonte, referindo que é vendida no que se designa de “dentes”, pelo que o traficante não tem de se preocupar em separá-la.


Este responsável exemplificou que “o preço médio da cocaína de cheiro é de 68 euros/grama para o consumidor”, segundo dados de 2014, sendo que o ‘crack’ “ronda valores que superam os 150 euros/grama”.

“Esta droga é mais barata no processo de transformação, mais fácil de ser comercializada e dá mais lucro ao traficante”, referiu a fonte da Diretoria do Centro da PJ, salientando, por outro lado, que “é muito mais gravosa para a comunidade toxicodependente, por ser considerada a droga mais viciante”.

De acordo com este responsável, os arguidos “faziam deslocações desde a Guarda até à Nazaré”, no distrito de Leiria, onde entregavam a droga a clientes específicos que, por sua vez, a revendiam ao consumidor final.

Adiantando que os detidos utilizavam zonas de mato para enterrar a droga, a PJ suspeita, pelas deslocações realizadas, que estariam já a traficar “grandes quantidades”.