A criminalidade violenta e grave desceu 9,5 por cento, em 2013, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), apresentado esta sexta-feira em Lisboa.

De acordo com o relatório, que apresenta os principais resultados da criminalidade e atividade das forças e serviços de segurança, em 2013 registaram-se menos 2 123 casos de criminalidade violenta e grave.

Relativamente à criminalidade geral, o relatório revela que desceu 6,9 por cento, tendo a PSP, GNR e Polícia Judiciária recebido menos 27 375 participações no ano passado em relação a 2012.

Numa conferência de imprensa para apresentar os principais resultados do RASI, que vai ser entregue na segunda-feira, na Assembleia da República, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís, afirmou que os «dados são francamente bons», tendo-se obtido, em 2013, «os melhores resultados dos últimos 11 anos».

Segundo os dados apresentados, o crime que mais subiu, no ano passado, foi a violência doméstica (mais 3,1 por cento) e «furto de oportunidade de objetos não guardados» (mais 19,8 por cento).

No que toca a criminalidade violenta e grave, Antero Luís afirmou que os crimes que mais subiram foram os assaltos a postos de combustíveis, estações dos correios, transportes públicos e farmácias, assim como situações de rapto e sequestro.

Menos droga apreendida

As quantidades de cocaína, heroína, haxixe e ecstasy apreendidas em 2013 diminuíram face a 2012, o mesmo sucedendo com o número de apreensões. Segundo os dados do documento, apresentados no final da reunião do Conselho Superior de Segurança, foram apreendidos 8 685 quilogramas de haxixe, 2 445 quilogramas de cocaína, 55 quilogramas de heroína e 14 633 unidades de ecstasy.

Quanto ao número de apreensões, o haxixe contabilizou 3 046, a cocaína 1 091, a heroína 781 e o ecstasy 81.

Na sequência das apreensões efetuadas foram detidas, no total, 4 310 pessoas, apreendidas 192 armas, 381 viaturas ligeiras e uma viatura mista.

1 521 portugueses detidos no estrangeiro

O número de cidadãos portugueses presos no estrangeiro no ano passado era de 1 521, menos 973 do que em 2012. De acordo com o relatório, a maioria dos detidos estava em cadeias de Espanha, 550 casos, seguindo-se a França, com menos de metade, 215 casos.

Na lista, segue-se o Reino Unido, em cujas prisões estavam 190 portugueses, e depois o Brasil, com 106. Na Alemanha estavam 63 presos, no Peru 50, no Luxemburgo 49 e nos Estados Unidos 22 portugueses.

O relatório refere também que em 2013 foram expulsos 280 portugueses de vários países, mais dois do que no ano anterior.

O Canadá encabeça a lista, com 126 expulsões, seguindo-se o Reino Unido, com 78, e os Estados Unidos, com 67.

1 698 estrangeiros detidos

As forças policiais detiveram em 2013 um total de 1 698 cidadãos estrangeiros por se encontrarem em situação irregular. No âmbito do controlo de permanência foram realizadas 10 424 ações de fiscalização.

O relatório revela ainda que as forças de segurança identificaram 169 797 cidadãos tendo sido detidos 1 698.

As autoridades portuguesas controlaram 73 194 voos, o que significa um aumento de 7,6 por cento em relação a 2012. Também o número de passageiros controlados aumentou 0,28 por cento, para um total de 10.335.201.