Por: Redacção / AR | 7- 7- 2010 14: 28
O presidente da Associação Sócio Profissional da Polícia Marítima (ASPPM) disse esta quarta-feira que há falta de efectivos
para «vigiar e garantir a segurança nas praias» e defendeu um reforço do número de elementos.
Depois dos incidentes
registados no dia 4 de Julho na praia do Tamariz, no Estoril, em que houve confrontos entre grupos, que provocaram o medo
entre os banhistas, Jorge Veloso considerou que «a responsabilidade [da Polícia Marítima] nestes casos é semelhante à das
restantes forças de segurança».
«O grande problema é a falta de efectivos que, nesta altura do Verão, são insuficientes
para vigiar e garantir segurança nas praias», afirmou o responsável.
Para Jorge Veloso, o efectivo actual de 513
agentes é «manifestamente insuficiente», motivo pelo qual já foi solicitado ao Ministério da Defesa um reforço de 2500 elementos.
«Desde
1996 que não houve qualquer aumento de efectivos e basta olhar para o fluxo de gente nas praias agora e de há 10 anos atrás.
É muito maior, por isso é inadmissível que não haja um reforço», defendeu.
Reportando-se ao incidente de domingo,
na praia do Tamariz, o presidente da ASPPM disse tratar-se de «um caso pontual», mas que merece «atenção e reforço».
Mas
o responsável alertou que, «para reforçar os agentes da Polícia Marítima no comando de Cascais, teríamos de desproteger outro
comando». «E isso também não pode acontecer», rematou.
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