O número de manifestações realizadas em Portugal diminuiu quase seis por cento em 2013, ano em que as forças de segurança contabilizaram 2.859 ações de protesto, menos 153 do que em 2012.

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2013 indica que a GNR e a PSP efetuaram 2.859 operações policiais para assegurar o regular exercício de direito de reunião e manifestação.

Apesar de não ter comparação com o ano anterior, o RASI de 2012 dava conta da realização de 3.012 manifestações em Portugal nesse ano, significando uma redução de cerca de seis por cento do número de protestos em 2013.

Segundo o documento, o efetivo policial empenhado na segurança dos intervenientes, regularização do trânsito, prevenção geral e manutenção da ordem pública ascendeu a 31.257 em 2013.

Apesar do número de manifestações ter diminuído, os efetivos policiais envolvidos no policiamento dos protestos quase que duplicou em 2013 face a 2012, passando dos 16.672 para os 31.257.

No capítulo «análise das principais ameaças à segurança interna», o RASI refere que, 2013, foi marcado por «uma redução significativa do número de intervenções radicais dos grupos anticapitalistas autónomos e anarquistas, no contexto das manifestações da austeridade».

«A violência induzida por estes grupos nas manifestações de 2012 não teve sequência, ao contrário do que seria expectável», lê-se no relatório, acrescentando que «o menor número de manifestações de massas realizadas» em 2013 e «a recusa pontual dos próprios grupos que aderiram a ações de protesto com lideranças políticas ou sindicais bem definidas restringiu-lhes as oportunidades para infiltrarem os movimentos de contestação e criarem focos de insurreição».

Segundo o RASI, os grupos anticapitalistas autónomos e anarquistas «continuam a não ter capacidade para concretizar os seus objetivos revolucionários».