O Tribunal de Gondomar condenou três pessoas a penas suspensas, que variam entre um e quatro anos e meio de prisão, pelos crimes de auxílio à imigração ilegal e casamento de conveniência, informou hoje fonte oficial.

Em comunicado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) refere que os arguidos condenados pelo 2.º juízo do Tribunal de Gondomar são duas mulheres portuguesas e um cidadão estrangeiro.

O cidadão estrangeiro foi condenado por um crime de auxílio à imigração ilegal, tendo o tribunal decretado uma pena de quatro anos e meio de prisão, suspensa por igual período de tempo. Esta pena ficou sujeita ao cumprimento de um plano de reinserção social também por quatro anos e meio.

Uma das mulheres foi condenada a uma pena de dois anos e meio de prisão, suspensa por igual período de tempo, pela prática de um crime de auxílio à imigração ilegal e outro de casamento de conveniência.

A outra mulher foi condenada a uma pena de um ano e oito meses de prisão, suspensa por igual período de tempo, pela prática de um crime de auxílio à imigração ilegal.

Os condenados integravam um grupo organizado que se dedicava à angariação de homens e mulheres portuguesas para celebrarem casamentos de conveniência na Conservatória do Registo Civil de Gondomar, com o objetivo de os estrangeiros obterem títulos de residência em Portugal ou noutros países da União Europeia (UE), acrescenta a nota à imprensa do SEF.

A investigação do SEF começou em 2007 e terminou em 2011 e incidiu sobre um grupo de cidadãos estrangeiros e portugueses, residentes na Trofa.

O grupo abordava mulheres portuguesas, que sabiam estar a passar dificuldades económicas, a quem propunham casamento com cidadãos estrangeiros mediante quantias que variavam entre os mil e os 3.000 euros, cobrando aos estrangeiros um montante não inferior a 12.000 euros, acrescenta a nota do SEF.