O Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão condenou a penas de 12, 8 e 6 anos de prisão três arguidos num processo de tráfico de pessoas e de branqueamento de capitais, informou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

A decisão, proferida na segunda-feira, foi o desfecho de uma investigação levada a cabo pelo SEF, na sequência da qual foram constituídos 15 arguidos.

O tribunal considerou como provados 12 crimes de tráfico de pessoas e um de branqueamento de capitais.

Segundo o SEF, em causa esteve o recrutamento e tráfico de mulheres de origem sul-americana, posteriormente exploradas pelos arguidos na prática de prostituição e de alterne em estabelecimentos de diversão noturna de Santo Tirso e de Famalicão.

Os condenados a penas de prisão efetiva foram o cabecilha do grupo, o seu gestor e uma angariadora de origem sul-americana.

Dos restantes 12 arguidos, 3 foram absolvidos, tendo os outros sido condenados em penas entre os 5 e os 14 meses de prisão, suspensas na execução.

Entre estes, o SEF destaca a condenação de um funcionário de instituição bancária por colaboração no branqueamento de capitais decorrente da prática criminosa.

O desmantelamento daquela «estrutura criminosa» que operou em Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso, entre os anos de 2007 e 2009, foi cumprido em operação do SEF realizada em 8 de janeiro de 2009.

Essa operação culminou com a detenção dos principais arguidos do processo e a selagem dos dois estabelecimentos de diversão noturna.