Um cidadão estrangeiro foi detido e dois outros foram notificados a abandonar Portugal na sequência de uma operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que fiscalizou 265 unidades hoteleiras e mais de 980 estrangeiros.

Em comunicado hoje divulgado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) adianta que as operações de combate à imigração ilegal e criminalidade organizada decorreram entre dia 28 de junho e 1 de julho, tendo envolvido 80 inspetores que fiscalizaram um total de 265 unidades hoteleiras no país e identificaram 981 cidadãos estrangeiros.

Foram sobretudo fiscalizados alojamentos muito usados por suspeitos que permanecem em Portugal por curtos períodos de tempo para “a concretização de ilícitos”, sendo reconhecida pelas autoridades alguma “sazonalidade das ações” e também mobilidade.

No seguimento destas fiscalizações, o SEF deteve uma pessoa (dando cumprimento a um mandado de detenção), notificou dois estrangeiros para abandonarem o país e instaurou 19 processos de contraordenação a estabelecimentos hoteleiros por não comunicarem o alojamento a cidadãos estrangeiros.

Aliás, as autoridades reconhecem que estas operações tiveram também um “objetivo pedagógico” junto das empresas que exploram hotéis e alojamentos turísticos, que “são obrigadas a comunicar o alojamento ao SEF, contribuindo para uma identificação e referenciação de indivíduos e focos criminais por parte das forças e serviços de segurança”.

Esta operação, a nível nacional, visou “o combate à imigração ilegal, a luta contra a criminalidade organizada e a prevenção de ameaças à segurança”, uma ação que decorre de “compromissos estratégicos da União Europeia (…) face aos fatores de risco decorrentes dos movimentos secundários migratórios, nomeadamente oriundos da Europa de Leste e Central”.