O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, admitiu que não se deverá concretizar a possibilidade de, a partir da próxima semana, começar a chegar água de comboio para abastecer a região.

As Águas de Portugal já quantificaram. O custo é mais elevado por comboio do que por rodovia. E estamos a falar de uma gota de água, 500 metros cúbicos, que cada comboio traria”, afirmou Almeida Henriques aos jornalistas, durante uma visita feita à Barragem de Fagilde, acompanhado pelo Presidente da República e pelo presidente da Câmara de Mangualde.

Há dez dias que, para ajudar a enfrentar a seca que tem atingido a Barragem de Fagilde, a região tem sido abastecida por camiões cisterna que transportam água.

Segundo o autarca, ao invés do comboio, é preferível apostar na água existente num raio de 40 quilómetros, nomeadamente nas barragens de Balsemão, Vilar e do Planalto Beirão.

E, eventualmente, até estudarmos a possibilidade de mais armazenamento de água no limite do sistema de abastecimento, para podermos fazer mais viagens por dia”, acrescentou.

Segundo o autarca, há também a hipótese de aproveitar águas de pequenas captações de pedreiras, recorrendo a Estações de Tratamento de Águas portáteis.

Na quinta-feira, Almeida Henriques tinha dito à agência Lusa que deveriam chegar de comboio, a partir da próxima semana, mais de 500 metros cúbicos de água diários para fazer face à seca que atinge a região.

Está a ser preparada a possibilidade de vir um comboio com água, diário, durante a noite, que descarregaria em Mangualde, com capacidade de mais ou menos 500 metros cúbicos (m3) por dia. Estamos a monitorizar diariamente, mas diria que é convenientemente que na próxima semana este transporte já esteja a ser assegurado", revelou na altura.