Por: Redacção / PP | 1- 2- 2012 15: 43
A temperatura fria esperada para os próximos dias está dentro dos limites normais para esta época, mas a falta de chuva,
que «está muito abaixo da média», pode afectar a agricultura, afirmou à Lusa Rui Salgado, investigador na Universidade de
Évora.
Até agora a «maior anomalia meteorológica do ano hidrológico 2011/2012 é a escassa precipitação, essa sim
muito abaixo da média», explica. «Do ponto de vista agrícola, a situação de seca que daqui decorre, será o principal problema»,
disse.
Do ponto de vista dos solos, Rui Salgado explicou que o principal efeito da descida da temperatura será a
possível formação de geada durante a noite e madrugada.
De acordo com as previsões, a geada poderá ocorrer em quase
todo o território continental, excepto numa faixa costeira com poucas dezenas de quilómetros.
«As regiões mais interiores,
as encostas viradas a Norte, as zonas mais afastadas dos meios urbanos e dos reservatórios de água (rios, lagoas, albufeiras)
serão, como habitualmente, as zonas mais afectadas pelas geadas, típicas neste período do ano», acrescentou.
O Instituto
de Meteorologia já informou que Portugal continental será atingido por uma descida acentuada da temperatura a partir de sexta-feira,
com os valores a descerem em média seis graus centígrados.
Um alerta sobre frio intenso colocado na página de Internet
da Autoridade Nacional de Protecção Civil, aconselha as pessoas a evitar estar ao frio durante muito tempo.
Na sua
página, a Direcção-Geral da Saúde afirma que os bebés e os idosos são os mais vulneráveis ao frio, pelo que aconselha cuidados
redobrados.
Vai faltar comida para os animais
A situação de seca que atinge Portugal Continental
está a preocupar os agricultores que admitem a necessidade do ministério da Agricultura accionar medidas de emergência se
continuar sem chover.
O secretário-geral da Confederação Nacional de Coooperativas e do Crédito Agrícola (CONFAGRI),
Francisco Silva, afirmou que «há neste momento uma preocupação enorme» entre os agricultores de Norte a Sul do país e adiantou
que, se não chover nos próximos 15 dias, «começa a faltar comida para o gado».
«Se calhar, o ministério da Agricultura
vai ter de pensar nalgumas medidas de emergência», à semelhança do que aconteceu em 2005, acrescentou.
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