Em oitavo lugar e, de longe, não feito num oito, é o estatuto atribuído ao sexo feminino em Portugal pela organização não-governamental, após avaliar vários problemas que as raparigas enfrentam em vários países do mundo

Segundo o ranking da Save The Children, publicado esta terça-feira para marcar o Dia Internacional da Rapariga, melhorou a situação em geral e as oportunidades das raparigas portuguesas.

O relatório avaliou diversos indicadores como o casamento infantil, a gravidez na adolescência, a mortalidade materna, de forma a medir o acesso das mulheres a cuidados de saúde, o número de mulheres no parlamento e a conclusão do ensino secundário.

Precisamente, o facto de um terço dos parlamentares serem deputadas catapultou Portugal para o topo da lista.

Também a baixa taxa de mortalidade materna em Portugal, de 6 por 100 mil, ajudou o país a ficar melhor colocado do que, por exemplo, os Estados Unidos, em que 14 em cada 100 mil mulheres morrem no parto.

No topo da lista dos melhores surge a Suécia, seguida da Finlândia, Noruega, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Eslovénia, países que ficam à frente de Portugal.

No fundo da tabela, ficam países africanos como o Níger,  Chade e República Centro-Africana, onde poucas raparigas têm o ensino secundário completo, há uma muito baixa representatividade feminina nos parlamentos, para além de elevadas taxas de casamento infantil, gravidez na adolescência e mortalidade materna.

Entre os países com o Português como língua oficial e que constam no índice, Timor-Leste é o mais bem colocado. Já no caso do Brasil, o relatório faz notar tratar-se de um estado com uma classe média em crescimento, mas que mantém níveis pouco superiores aos do Haiti, o país mais pobre da América. Em grande medida, devido aos casamentos e gravidezes na adolescência.

A lista da Save the Children:

  1. Suécia
  2. Finlândia
  3. Noruega
  4. Holanda
  5. Bélgica
  6. Dinamarca
  7. Eslovénia
  8. PORTUGAL
  9. Suíça
  10. Itália

    66. Timor-Leste

    93. S. Tomé e Príncipe

  102. Brasil

  119. Guiné Equatorial

 125. Guiné-Bissau

 130. Moçambique