A vacina Prevenar 13, que previne doenças como a meningite e a pneumonia, vai ser gratuita para as crianças nascidas a partir de 1 de junho, passando a integrar o Programa Nacional de Vacinação. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo Governo.

A inclusão foi possível após “negociações com a indústria farmacêutica”, conforme revelou à Lusa fonte do Ministério da Saúde, adiantando que, só este ano, a medida custará ao Estado 2,5 milhões de euros.

A medida surge depois de o Executivo ter anunciado, a 11 de abril, que o Estado ia passar a comparticipar a vacina às famílias mais carenciadas, disponibilizando uma verba de seis milhões de euros até fim do ano. Pouco tempo depois, o Ministro da Saúde, Paulo Macedo, admitiu que o Governo estava a ponderar incluir a Prevenar no Plano Nacional de Vacinação. Uma ideia que é, agora, materializada.

Esta vacina previne doenças provocadas pela bactéria pneumococo, como a pneumonia, meningite, otite e septicemia, entre outras.

Uma vez que a vacina passará a integrar o Plano Nacional de Vacinação (PNV) para crianças nascidas a partir de 1 de junho, e como as crianças só podem começar a recebê-la aos dois meses de idade, a vacinação será gratuita a partir de agosto deste ano.

Além das crianças, a Prevenar 13 será igualmente gratuita para “os adultos com doenças crónicas e considerados de alto risco, nomeadamente os portadores do vírus VIH e de certas doenças pulmonares obstrutivas, além do cancro do pulmão”.

Para a restante população, nomeadamente os adultos e as crianças nascidas antes de 1 de junho deste ano, o Estado vai comparticipar 15% do custo da vacina.

O acordo entre a Direção Geral da Saúde (DGS), o Infarmed e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a indústria farmacêutica será firmado quinta-feira.

O presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente (CNSMCA), Jorge Saraiva, congratulou-se com o anúncio da medida, afirmando que a mesma terá efeitos imediatos e a longo prazo.

Para Jorge Saraiva, a medida é “muito positiva” e deverá ter impacto a duas fases: no imediato, meses após a vacinação, e mais tarde, com a imunidade do grupo que protege também crianças de outras idades e adultos.

O presidente da CNSMCA lembrou que em Portugal a cobertura vacinal tem um dos melhores indicadores da União Europeia.

Sobre a forma como o Estado decidiu apoiar o acesso a esta medida profilática, Jorge Saraiva congratulou-se por ser a inclusão da vacina no PNV.

“É muito mais fácil administrar mais uma vacina durante uma ida aos cuidados de saúde primários do que estar a cumprir outros circuitos.”