A adesão à greve de hoje dos profissionais de saúde no Algarve, ronda no caso dos enfermeiros os 87% no Hospital de Faro e os 86% no de Portimão, disse fonte do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

De acordo com Guadalupe Simões, no turno da noite, que teve início às 00:00 e que terminou às 08:00, houve uma adesão de 87% no Hospital de Faro e no de Portimão 86%.

«A perspetiva para o turno da manhã é que esta adesão se mantenha e nos centros de saúde o impacto seja bastante apreciável», explicou a responsável do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, acrescentando que os números da adesão são um «bom indicador».

Os sindicatos da saúde e da função pública do Algarve cumprem hoje uma greve que abrange todos os profissionais de saúde, em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.

A greve, que começou às 00:00 e tem a duração de 24 horas, é a primeira paralisação conjunta no Algarve que congregará enfermeiros, médicos e profissionais da função pública, nomeadamente pessoal administrativo e auxiliares de ação médica, segundo os representantes do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e do Sindicato da Função Pública do Sul.

Além da greve está marcada uma Tribuna Pública que as estruturas sindicais agendaram para as 17:00, em frente à sede da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve e para a qual apelaram à mobilização de todos os cidadãos.

Médicos afetos à FNAM não fazem greve

Os médicos afetos à FNAM não estão a participar na greve dos profissionais de saúde no Algarve, que decorre durante as 24 horas de hoje, uma vez que o pré-aviso não foi entregue «atempadamente», disse à Lusa fonte sindical.

De acordo com Margarida Agostinho, representante do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), não foi possível colocar «atempadamente» o pré-aviso de greve, situação que foi transmitida aos médicos afetos à estrutura da Federação Nacional dos Médicos.

«Posteriormente colocou-se a hipótese do pré-aviso do Sindicato da Função Publica, como era geral para o Algarve, poder dar cabimento à participação dos médicos na greve, mas como a leitura não era linear, nada garantia que as administrações do hospital e Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve aceitassem essa leitura, pelo que os nossos sócios foram informados da situação», disse à Lusa Margarida Agostinho.

De acordo com a mesma responsável os médicos vão participar na Tribuna Publica que as estruturas sindicais agendaram para as 17:00, em frente à sede da ARS do Algarve para a qual apelaram à mobilização de todos os cidadãos, mas em relação à greve não têm pré-aviso.