Portugal ocupa o 9.º lugar na tabela de 30 países europeus com maior consumo de antibióticos, mas registou nos últimos dois anos uma redução a nível do consumo hospitalar destes fármacos, segundo um relatório que é hoje apresentado.

O relatório Portugal - Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números 2014 refere que «Portugal apresenta das mais elevadas taxas de resistência antimicrobiana» em relação a algumas bactérias, mas aponta para uma descida do consumo de fármacos, sobretudo em meio hospitalar.

Aliás, em relação aos antibióticos de uma bactéria específica, e que é das mais comuns nas unidades de saúde – estafilococo áureo –, houve mesmo uma redução de 15% na taxa de resistência entre 2012 e 2014.

Ainda assim, Portugal continua a estar entre os países europeus com mais elevada taxa de resistência aos antibióticos usados para tratamento daquela bactéria.

No que respeita ao consumo apenas em hospitais, verificou-se uma redução global no consumo de antibióticos entre 2012 e 2014, com diminuições de oito a 12% dependendo do tipo de fármaco analisado.

O documento da Direção-Geral da Saúde indica até que, em relação ao ambiente hospitalar, Portugal não está entre os países com maior consumo de antibióticos, apesar de esta recolha de dados estar circunscrita, no caso português, aos hospitais públicos.

Fora dos hospitais, em ambulatório, os distritos com menor consumo global de antibióticos são Castelo Branco, Beja, Faro, Setúbal, Braga e Guarda.

Para melhorar a situação da resistência aos antibióticos, o relatório deixa várias recomendações para serem aplicadas às unidades de saúde já no próximo ano, como a redução da duração média do tratamento ou o aumento de dias livres de antibiótico.

Outra das recomendações é a redução da percentagem de doentes que fazem profilaxia (prevenção) com antibióticos antes de cirurgia.