A investigação à morte de um doente de 70 anos que ocorreu na quinta-feira no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, mantém em aberto todas as possibilidades sobre as suas causas, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

O septuagenário morreu depois de ter recebido oxigénio através do sistema de soro, em circunstâncias que estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária de Setúbal.

Ao que a TVI apurou, o indivíduo foi encontrado com a máscara tirada e o tubo do balão de oxigénio posto no cateter do soro. 

Há um elemento nesta morte que levanta suspeitas: este homem estaria no mesmo quarto de João Pinheiro, o bancário reformado de 53 anos, detido na madrugada de quinta-feira, suspeito de matar a mulher de 52 anos, funcionária da Câmara Municipal de Setúbal e já sinalizada como vítima de violência doméstica.
 
A polícia deteve este homem, que ameaçou suicídio ainda no local do crime, e conduziu-o ao hospital São Bernardo, em Setúbal.
 
João Pinheiro foi intervencionado, devido a escoriações que apresentava no corpo, mas ficou fora de risco de vida, embora internado neste hospital durante esta quinta-feira, dia em que acontece este estranho e alegado homicídio.

Uma fonte hospitalar disse à Lusa que o doente que morreu esta quinta-feira estava numa enfermaria e não numa enfermaria de cuidados intermédios, como foi referido inicialmente, a recuperar de uma intervenção cirúrgica.

A mesma fonte, confrontada com a possibilidade de ter sido o próprio doente a provocar a troca que o fez receber oxigénio em vez de soro, reconheceu tratar-se de um cenário possível.

Em comunicado enviado à Lusa, o Centro Hospitalar de Setúbal limitou-se a confirmar o óbito ocorrido na quinta-feira, acrescentando apenas que o caso foi participado às entidades judiciais e que está em segredo de justiça.