Um total de 10.579 profissionais de saúde abandonaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2012, a maioria a trabalhar nos hospitais, sendo a aposentação e o fim do contrato os principais motivos de saída, segundo o Balanço Social do Ministério da Saúde.

O documento, a que a agência Lusa teve acesso na véspera do Dia do SNS, que se assinala domingo, indica que os médicos (2.966), enfermeiros (2.611) e assistentes operacionais (2.257) foram os grupos profissionais com mais saídas.

Dos 10.579 profissionais que saíram no ano passado, 65,8 por cento dos casos ocorreram nos hospitais.

O motivo de saída com mais expressão foi a aposentação ( 2.212) e a caducidade de contrato (1.271).

O documento, elaborado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) refere ainda que o número de outras situações é atribuído, na generalidade, às saídas de trabalhadores ausentes há mais de seis meses, estando também contempladas as licenças sem vencimento.

Em relação a 2011, saíram mais 163 médicos, mais 435 enfermeiros e mais 240 assistentes operacionais.

Saúde baixou fatura com horas extraordinárias e prestação de serviços em 2012

O Ministério da Saúde pagou em 2012 menos 1,3 milhões de horas extraordinárias do que no ano anterior, tendo reduzido igualmente a fatura com as prestações de serviços de empresas que, ainda assim, atingiu os 63 milhões de euros.

Na véspera do Dia do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que se assinala domingo, o Balanço Social do Ministério da Saúde indica que o trabalho extraordinário diminuiu cerca de 13 por cento em 2012, face ao ano anterior.

Em 2011, registaram-se 10.424.064 horas extraordinárias e, no ano passado, 9.109.754.

Os médicos são os profissionais que mais horas extraordinárias cobraram (62,2 por cento), seguidos dos enfermeiros (13,9 por cento) e os assistentes operacionais (10 por cento).

O número de horas contratadas de prestações de serviços de empresas, para as carreiras especiais de saúde, atingiu 2,4 milhões de horas, e um custo de 63 milhões de euros, refere o documento a que a Lusa teve acesso.

Segundo as contas da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que elaborou o relatório, existiam 126.604 trabalhadores na dependência do Ministério da Saúde, o segundo com mais trabalhadores da Administração Pública, a seguir ao da Educação.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo registava o maior número de profissionais (34,4 por cento), seguindo-se as regiões Norte (33,8 por cento), Centro (18,7 por cento), Alentejo (cinco por cento) e Algarve (4,3 por cento).

Este balanço dá conta de uma redução de 1,5 por cento dos trabalhadores, face ao ano anterior, e de 2,8 por cento, em relação a 2010.

A idade média dos trabalhadores era de 42,4 anos (41,9 anos em 2011), sendo a idade média dos médicos de 44,3 anos.

Os trabalhadores com contrato de trabalho em funções públicas representavam 65,5 por cento dos contratos: menos 2,6 por cento do que em 2011.

Segundo a ACSS, ocorreu uma redução da taxa de precariedade, evidenciada pelo crescimento da taxa de trabalhadores com contratos por tempo indeterminado que subiu de 83,5 por cento, em 2010, para 86,8 por cento em 2012.

Assistiu-se ainda a uma redução da taxa de trabalhadores com contratos a termo: de 15,8 por cento, em 2010, para 10,7 por cento, em 2012.

A nível remuneratório, 47,4 por cento ganhava entre mil e dois mil euros, 34,4 por cento até mil euros e 2,8 por cento auferia mensalmente mais de cinco mil euros. Os encargos com pessoal baixaram de 3.332.546.492 euros, em 2011, para 2.871.830.528 euros, no ano passado. Os suplementos remuneratórios também baixaram de 601.066.218 euros para 551.105.171 euros, escreve a Lusa.