O Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga acrescentou camas aos hospitais da Feira, Azeméis e S. João da Madeira para acorrer à gripe, mas reconhece a medida como insuficiente para impedir o adiamento de cirurgias a ocorrer no primeiro.

Tutelando os três hospitais em causa, os administradores desse organismo atribuem o problema ao surto gripal das últimas semanas e à consequente afluência anormal de doentes aos serviços de Urgência do S. Sebastião, na Feira.

«O Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga abriu camas suplementares nos três hospitais», revela o conselho de administração à Lusa. «No entanto, não foi possível evitar os adiamentos de cirurgias programadas, dado o continuado afluxo de doentes para internamento através do Serviço de Urgência», explica.

O Centro Hospitalar realça, aliás, que as informações da Direção Geral de Saúde vêm «atestando a maior severidade do atual surto gripal» comparativamente a anos anteriores.

«Desde o início do corrente ano, o Hospital S. Sebastião tem vindo a registar um acréscimo significativo de internamentos de doentes do foro médico, em particular da Medicina Interna, [acolhendo] mais 40 a 50 doentes face ao número de camas disponíveis para esses serviços», explica.

A opção pelo adiamento de cirurgias tem recaído, por isso, sobre intervenções programadas, mas «não prioritárias», privilegiando-se assim os pacientes em situação de maior risco e os doentes do foro oncológico.

Por sua vez, os utentes com intervenções adiadas têm sido informados «com a antecedência possível», no que influi «a imprevisibilidade do afluxo de doentes através da Urgência e com necessidade de internamento imediato», escreve a Lusa.

Quanto à data prevista para normalização da situação e retoma do ritmo normal de cirurgias, o conselho de administração do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga não dá qualquer resposta.

O ministro da Saúde entretanto visitou esta terça-feira à tarde o Hospital S. Sebastião, na Feira, onde verificou que os tempos de espera estão «dentro dos padrões definidos», adianta a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.