Vários hospitais da região Norte viram aumentada a sua capacidade de resposta com a abertura de mais 145 camas, revelou à Lusa o presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN). Os centros de saúde alargaram os horários. 

De acordo com Luís Castanheira Nunes, a subida na disponibilidade de camas ocorreu «desde o início do ano», nos centros hospitalares do Porto, Gaia/Espinho, Alto Ave, Médio Ave, Entre Douro e Vouga e Tâmega e Sousa, existindo ainda hospitais, como o de Santo António, no Porto, preparados para alargar a oferta «caso se justifique».

O reforço determinado pela ARSN foi feito na sequência da «monitorização diária» realizada «ao movimento de afluência aos hospitais», a qual se traduziu na constatação de que, devido à gripe, «o número de doentes com maior gravidade tem vindo a aumentar».

No caso dos centros hospitalares do Alto Ave, Médio Ave e Entre Douro e Vouga, a ARSN decidiu ainda, depois do aumento do número de camas hospitalares, recorrer aos acordos com as Misericórdias para proceder à «transferência de doentes já em convalescença».

Desta forma, explicou Castanheira Nunes à Lusa, libertaram-se nos referidos centros hospitalares camas para dar resposta a situações agudas.

Também os horários de 85 unidades de saúde da região Norte foram alargados devido à gripe, permitindo uma média diária de 510 atendimentos fora das horas de expediente, anunciou a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN).

O presidente do Conselho Diretivo da ARSN disse que o alargamento começou no início do ano, mas está atualmente a ser reforçado devido à previsão de chegada do pico da gripe, de acordo com as necessidades apuradas por cada uma das unidades locais.

Devido a este reforço determinado pelo «dados conhecidos sobre a ocorrência de situações agudas fora do horário normal de funcionamento das unidades de saúde», em 19 dias (entre o dia 01 e segunda-feira) foram feitos, no total da região, «25 mil atendimentos a mais nos períodos de alargamento», referiu.