A partir desta segunda-feira está disponível um portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que congrega toda a informação existente sobre saúde, promovendo a participação dos utentes e o escrutínio de tudo o que é feito nesta área.

O novo site apresentado está dividido em quatro grandes áreas estruturais: SNS, institucional, cidadão e profissional.

A primeira contém toda a informação de saúde que no passado estava dispersa, a segunda tem a visão das instituições, política de saúde e toda a informação relativa ao Ministério, a terceira dirige-se a todos os cidadãos e inclui toda a parte do portal do utente e o registo online, e a última pretende dar respostas aos profissionais relativamente as todas as suas necessidades.

Na nova página do SNS é possível acompanhar ao segundo as atualizações dos tempos de espera para urgências, das listas de espera, das vacinas ou dos gastos com medicamentos, bem como consultar dados relativamente a um determinado ano.

A título de exemplo, ficou a saber-se que durante o tempo que demorava a sessão de apresentação do site, 80 chamadas telefónicas deveriam ser atendidas pela linha saúde 24.

Em 2015 foram administrados 3,9 milhões de vacinas, 867 milhões foram gastos com medicamentos hospitalares, foram dispensados 3.805 genéricos por minuto, foram feitas 85 mil consultas por dia e 114 cirurgias por hora.

Segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), a cargo de quem esteve a apresentação do site, até agora não era fácil encontrar este tipo de informação, porque não havia ainda uma biblioteca de dados do SNS, sendo objetivo desta iniciativa criar essa biblioteca com dados quantificáveis para o cidadão.

O ministro da Saúde, presente no evento, sublinhou que o objetivo do portal “é estabelecer uma relação diferente com os cidadãos, os dirigentes e os responsáveis” e que este permite um “diálogo e transferência para o cidadão da possibilidade de diariamente interpelarem a tutela ou os serviços”.

A transparência é também um dos principais objetivos da criação de um portal desta dimensão, visando disponibilizar toda a informação relativa ao acesso, à eficiência, à qualidade e à saúde dos portugueses.

“Estamos online e a nossa responsabilidade política também está online. É um serviço de cidadania responsável e serviço púbico, pois permite, por exemplo, acompanhar o tempo de demora nas urgências ou se os tempos de resposta garantidos para as listas de espera estão a ser assegurados”, frisou Adalberto Campos Fernandes.


O portal SNS contém mais de 180 variáveis médicas quantificáveis e relativas às mais diversas áreas, como transplantação, vacinação, urgências, emergência pré-hospitalar, consultas, internamentos ou partos, entre outras, permitindo inclusivamente cruzar dados, por exemplo, da vacinação com as Unidades de Saúde Familiar.

Trata-se do “primeiro e modesto contributo para cumprir a ambição do simplex na administração pública”, salientou o ministro, secundado por Maria Manuela Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que quer integrar vários portais num mesmo ponto de contacto.

“Temos feito recolha da opinião de cidadãos e empresas para o programa simplex, e todos se queixam de muita informação dispersa. Espero que este seja um espaço agregador e que novas iniciativas de portais tenham sempre em conta esta sugestão dos cidadãos”, afirmou a ministra.