Beber água pode parecer um gesto simples, mas, nem sempre fácil de concretizar. A nutricionista Ana Rita Lopes, convidada do Diário da Manhã desta terça-feira, alertou para os perigos da desidratação no inverno: “Nunca esquecer que a hidratação está no centro da roda dos alimentos e deve ser promovida”.
 
“No inverno, a sensação de sede cai ainda mais e, nos mais velhos, torna-se ainda mais preocupante”, diz a nutricionista, explicando que “nos idosos, as recomendações de água são exatamente as mesmas que para os adultos. Com o passar da idade, a massa corporal decresce e também decresce o conteúdo em água corporal e ainda há uma alteração da função renal, o que os torna uma população de risco”.

Mas, os riscos acrescidos com os idosos não se ficam por aqui. Ana Rita Lopes chama a atenção para os “idosos polimedicados”, nomeadamente, com “laxantes e diuréticos, que aumentam também a secreção de líquidos”. Por outro lado, há o “medo da incontinência urinária, que faz com que se inibam do consumo de água”.
 
Mais velhos ou mais novos, é preciso ter presente o seguinte: “Reconhecer os sinais de alerta da desidratação. As cefaleias intensas (dores de cabeça), as náuseas, os vómitos, as tonturas, a urina muito concentrada. São todos sinais de alerta que um idoso pode estar desidratado ou qualquer um de nós pode estar desnutrido”, segundo a nutricionista. A hidratação também é fundamental em doenças como a diabetes e a obesidade.
 

Se não gosta de beber água, coma sopa

 
Ana Rita Lopes recomenda “uma garrafa de litro e meio perto da cama”, para monitorizar a água que bebemos. Mas, para quem não gosta de beber água, há uma panóplia de fórmulas para se manter hidratado: sopa, chás, tisanas, águas aromatizadas, iogurte, queijo fresco, leite, gelatinas, “são todas fontes de hidratação”. Sem esquecer os legumes e as frutas naturais.
 
No fundo, uma alimentação equilibrada é a chave de uma vida saudável. Uma ideia já muitas vezes batalhada, mas que nem sempre é posta em prática. “Temos muita informação, mas importa educar a população para uma alimentação equilibrada e para a leitura de rótulos”, conclui Ana Rita Lopes.