O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) considerou que a equipa de enfermagem no serviço de medicina do Hospital de Lagos está à beira da rutura e que o turno da noite desta sexta-feira não tem assegurados os serviços mínimos.

«A equipa de enfermagem do serviço de medicina do Hospital de Lagos está à beira da rutura», alertou o SEP em comunicado, acrescentando que para o turno de hoje à noite se prevê que apenas estejam «dois enfermeiros de serviço» e que «nem os serviços mínimos estão assegurados».

Em declarações, por escrito, à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) ¿ em que está integrado o Hospital de Lagos -, Pedro Nunes, assegurou que se tem empenhado na «resolução da situação».

«O Conselho de Administração do CHA já solicitou ao Ministério da Saúde a autorização necessária para a contratação dos enfermeiros. O Ministério da Saúde reconhece a importância do reforço desse número de profissionais e autorizou a contratação, aguardando-se agora que o processo seja finalizado», explicou Pedro Nunes.

Este responsável informou, também, que o CHA desencadeou um «processo público de constituição de bolsa de recrutamento de enfermeiros, tendo recebido várias candidaturas que serão enquadradas nesse concurso».

Para assegurar a «melhor prestação de cuidados aos cidadãos que acorrem ao Hospital de Lagos, tem-se recorrido, sempre que necessário, a horas extraordinárias» e ao «internamento no Hospital de Portimão», acrescentou.

Em declarações à Lusa, Nuno Manjua, enfermeiro e elemento da direção regional de Faro do SEP, disse que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) fez um cálculo e concluiu que no serviço de medicina do Hospital de Lagos deveriam estar a trabalhar 50 enfermeiros para manter os cuidados de excelência, mas na realidade só estão afetos 31 enfermeiros, estando dez enfermeiros atualmente de baixa.