O Serviço Nacional de Saúde registou, no primeiro semestre do ano, mais 153.708 consultas médicas e um acréscimo de 10.400 cirurgias nos hospitais em relação a idêntico período de 2013.

Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), inseridos hoje na página oficial na internet, referem que houve um crescimento de mais 2,6 por cento nas consultas médicas realizadas nos primeiros seis meses deste ano, num total de mais de 6,1 milhões de consultas.

Nas cirurgias programadas, o total registado foi de 289 mil cirurgias no semestre, a que corresponde um aumento de 3,7% comparativamente com o período homólogo de 2013.

«Em linha com o estado da arte e ao encontro dos objectivos traçados, dá-se especial enfâse à desejável transferência das cirurgias convencionais (-2.925 cirurgias; -2,3%) para a cirurgia de ambulatório, onde se verifica um crescimento de 13.325 cirurgias (+8,7%)», refere a ACSS.

O organismo acrescentou ainda que, no total de cirurgias programadas, 57,5% realizaram-se «com a possibilidade do doente ser operado e ter alta no mesmo dia, melhorando a sua comodidade, encurtando o tempo para regresso à vida ativa e reduzindo a probabilidade de eventos indesejáveis, como infeções hospitalares».

A ACSS considerou que há «uma melhoria de mais de 2,6 pontos percentuais face ao primeiro semestre de 2013», que revela um «contínuo crescimento da ambulatorização cirúrgica permite a obtenção de vantagens para o utente e para a eficiência das instituições, colocando-o ao nível dos restantes países desenvolvidos».

Na transferência de cuidados cirúrgicos para ambulatório, a ACSS notou que verificou-se «uma redução de menos 1,75%».

No que concerne a cirurgias urgentes, foi constatado um crescimento de atividade em 2,1%, correspondente a 1.011 cirurgias.

«Esta observação pode estar em parte relacionada com a retoma da atividade económica, nomeadamente pelo aumento dos acidentes de trabalho e acidentes de viação. Quanto aos atendimentos nos serviços de urgência, verifica-se uma estabilização face ao período homólogo (-0,5%)», pode ler-se na página oficial da ACSS.