O número de transplantes realizados no primeiro semestre do ano subiu 17 por cento em relação ao mesmo período de 2013, devido ao aumento de dadores cadáver e de órgãos colhidos, foi hoje anunciado.

Segundo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), nos primeiros seis meses do ano realizaram-se 395 transplantes, mais 57 do que em igual período de 2013, quando foram efetuados 338.

Os dados da atividade de transplantação indicam também que, no primeiro semestre, o número de dadores aumentou 20 por cento, passando dos 131, em 2013, para 157.

O IPST destaca «o aumento do número de dadores cadáver para níveis semelhantes aos de 2009 e 2011».

Nos primeiros seis meses do ano foram colhidos 459 órgãos, verificando-se um aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2013, com mais 73 órgãos colhidos.

A coordenadora da área da transplantação, Ana França, disse à agência Lusa que o número de órgãos colhidos conseguiu atingir, no primeiro semestre, um nível superior ao de 2009, melhor ano de sempre registado em Portugal.

Os dados do ISPT indicam também que 80% dos dadores morreram por razões clinicas, enquanto no ano passado eram 78 por cento.

O resumo da atividade do primeiro semestre refere que se registou um aumento do transplante renal, hepático, pancreático e cardíaco para valores superiores aos dos últimos dois anos e o transplante pulmonar alcançou níveis superiores a qualquer dos anos anteriores.

Ana França destacou o número de transplantes pancreático (15), cardíaco (24) e hepático (109) já realizados este ano.

«Este crescimento só foi possível graças ao trabalho dos Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação (GCCT) e dos Coordenadores Hospitalares de Doação (CHD), sem os quais não podíamos atingir estes valores de colheita e, consequentemente, o aumento do número de órgãos transplantados», refere ainda o ISPT, em comunicado, sublinhando que o «aumento do número de transplantes pelo segundo trimestre consecutivo contraria diminuição verificada desde 2011».