O ministro da Saúde, Paulo Macedo, estranhou hoje as falhas de distribuição das vacinas contra a gripe nas farmácias e anunciou que o assunto vai ser investigado.

«O que é estranho é que depois de se ter atribuído o concurso da compra de vacinas a uma multinacional, deixou de haver distribuição tão eficaz como no passado, portanto vamos investigar», afirmou o ministro aos jornalistas, no final de uma cerimónia em Lisboa.

Na sexta-feira, a presidente da Associação de Farmácias de Portugal afirmou que os 150 estabelecimentos que representa, bem como outras que não pertencem à associação, estão em rutura, indicando haver muitos utentes à espera da vacina.

Já em meados de outubro, as farmácias tinham dado conta de problemas no abastecimento de vacinas contra a gripe, tendo a Direção-Geral da Saúde reunido com as duas empresas farmacêuticas responsáveis para avaliar a situação, recebendo o compromisso de que mais de 200 mil doses iriam ser disponibilizadas até ao fim do mês passado.

Ainda sobre a vacina contra a gripe, o ministro Paulo Macedo destacou o «sucesso sem paralelo» da campanha de vacinação gratuita nos centros de saúde para pessoas com mais de 65 anos.

«As vacinas nos centros de saúde estão com um sucesso sem paralelo, já vacinámos centenas de milhares de pessoas num espaço de tempo curtíssimo e não há qualquer falta de vacinas nos centros de saúde para os maiores de 65 anos», declarou aos jornalistas à margem de uma cerimónia de homenagem à fundadora da Operação Nariz Vermelho.

Beatriz Quintella, que morreu em setembro aos 50 anos, foi hoje homenageada no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, local onde a Operação Nariz Vermelho começou a trabalhar.

Na cerimónia, colegas e utentes destacaram a humildade, perseverança, força e capacidade de sonhar e concretizar projetos diferentes da Dra. Da Graça, nome que usava enquanto palhaça.

Betariz Quintella «não aceitava que um hospital pediátrico tivesse de ser um lugar triste e cinzento», como recordou o pediatra Gonçalo Cordeiro Ferreira, e decidiu «tomar a felicidade das crianças portuguesas sob sua responsabilidade», conforme frisou um dos colegas da Operação Nariz Vermelho, que atualmente trabalha com meninos hospitalizados em 13 unidades portuguesas.