O Ministério da Saúde quer garantir que as grávidas passam a ter prioridade na atribuição do médico de família, uma medida que está a ser equacionada no conjunto de iniciativas de apoio à natalidade.

O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, afirmou esta quinta-feira aos jornalistas que o objetivo é «assegurar que toda a grávida tenha médico de família».

Atualmente, as grávidas têm prioridade nos atendimentos nas unidades de saúde, mas não há nenhum mecanismo que garanta que lhes é atribuído médico de família primeiro do que aos restantes utentes.

O anúncio de que a medida será apresentada no âmbito do pacote de iniciativas de apoio à natalidade foi feito pelo secretário de Estado durante a apresentação de uma campanha sobre os malefícios do tabaco.

A diretora do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, Emília Nunes, considerou que o grupo das grávidas necessita de uma atenção especial no que respeita ao abandono do tabaco.

Por isso, anunciou que está a ser concluído um manual específico de apoio à cessação tabágica na gravidez.