“Salientamos que é estranho, por um lado, porque há pedidos como, por exemplo, o da passagem das 40 para as 35 horas, que só se faz no setor público, quando o setor privado tem exatamente as mesmas horas e só há greve no setor público, o que é de facto estranho”, afirmou Paulo Macedo aos jornalistas, depois da conferência “40 anos Farmácia e Cultura”, a celebrar as quatro décadas da Associação Nacional das Farmácias.

O ministro da Saúde realçou, por outro lado, que “estão marcadas reuniões precisamente com os sindicatos, e as negociações estão em curso”, o que levou o governante a afirmar que “é estranho quando há negociações ao mesmo tempo que greve”.

“No primeiro turno [de quinta-feira] à noite, e também durante a manhã, os níveis de adesão à greve andaram entre os 80% e os 100% a nível nacional, em todos os serviços”, disse aos jornalistas Luís Pesca, acrescentando que a paralisação estava a ter uma “forte participação de todos os profissionais, incluindo enfermeiros e médicos”.

O sindicato contesta a municipalização dos cuidados de saúde primários, a entrega de hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) às misericórdias e exige ainda uma discussão pública e alargada sobre o serviço público de saúde.

Entre as exigências que motivam esta greve está ainda a reposição das 35 horas de trabalho semanal, a criação de carreira de técnico auxiliar de saúde, a criação do suplemento de risco, penosidade e insalubridade e a valorização das carreiras de técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior de saúde.