A Direção-Geral de Saúde (DGS) informou esta quinta-feira que o balanço do número de casos de botulismo alimentar em Portugal aumentou para quatro doentes confirmados e “dois casos prováveis em estudo”, que aguardam resultados de análises.

A DGS refere ainda, num esclarecimento publicado na sua página na Internet, que não há mortes a registar relacionados com botulismo alimentar.

Segundo a DGS, dos quatro casos confirmados um diz respeito a um cidadão residente na Suíça, “que consumiu alimentos suspeitos em Portugal”.

Os “dois casos prováveis” aguardam resultados das análises em curso pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

“Não há, por razões de Saúde Pública, impedimento de consumo de alimentos do tipo enchidos e fumados uma vez que o problema de intoxicação foi unicamente identificado em determinada marca, já referida anteriormente”, declarou a DGS.


No sábado, um comunicado conjunto da DGS, da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e do INSA revelou que “a origem destes casos de doença está associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras) comercializados apenas com a marca comercial Origem Transmontana”.

Por esta razão, foi determinada a “retirada imediata dos produtos à base de carne e dos queijos, da marca comercial Origem Transmontana, dos circuitos de distribuição e comercialização”.

O botulismo alimentar é uma doença grave de evolução aguda e é desde 1999 de declaração obrigatória em Portugal, tendo-se registado até 2013 menos de uma centena de casos.