A farmacêutica portuguesa BIAL anunciou esta quinta-feira uma parceria com a biofarmacêutica belga UCB com vista a facilitar o acesso de doentes nacionais a dois “medicamentos inovadores” na área da epilepsia e da doença de Parkinson.

Numa informação divulgada à Lusa, a BIAL esclarece que o acordo lhe permite assegurar “em exclusivo”, junto dos profissionais de saúde portugueses, a “promoção e informação”, sobre o VIMPAT e o NEUPRO, “dois fármacos de investigação da UCB”.

Segundo Artur Portela, presidente executivo da farmacêutica portuguesa, a Bial vai, com a comercialização destes medicamentos neurológicos, “disponibilizar dois fármacos que demonstraram dar resposta a necessidades clínicas ainda não satisfeitas em duas patologias devastadoras e associadas a uma enorme incapacidade”.

“A nossa experiência na área da Neurologia será enriquecida e, certamente, permitirá que mais pacientes possam receber os tratamentos adequados para combater estas doenças”, acrescentou o responsável da Bial.

De acordo com a informação da empresa, “o VIMPAT (lacosamida) está indicado como terapêutica adjuvante no tratamento de crises epiléticas parciais em doentes com epilepsia com idade igual ou superior a 16 anos”.

“Este fármaco representa um novo tratamento para os doentes com epilepsia, uma doença altamente incapacitante em que mais de 25% dos pacientes não consegue alcançar o controlo de crises com as terapêuticas atuais”, acrescenta a BIAL.

Quanto ao NEUPRO (rotigotina) é apresentado como “o primeiro agonista da dopamina disponível em sistema transdérmico que, em associação com a levodopa, está indicado para o tratamento da Doença de Parkinson em estados avançados”.

“O adesivo transdérmico proporciona um fornecimento constante da rotigotina ao longo de 24 horas, melhorando a qualidade de vida dos doentes”, observa a farmacêutica.

De acordo com Artur Portela, a parceria com a UCB reforça o compromisso da BIAL em levar ao mercado “medicamentos diferenciadores” e a estratégia de “estabelecer alianças com empresas internacionais que assumem a mesma missão de BIAL, ou seja, fornecer medicamentos inovadores e de alta qualidade, capazes de melhorar a qualidade de vida dos pacientes”.

Jesús Sobrino, diretor geral da UCB Ibéria, destacou a “satisfação” em ter a BIAL como parceiro, sobretudo porque se trata de uma empresa cujas “competências e forças” na área da Neurologia “irão possibilitar que cada vez mais pacientes possam conhecer estes tratamentos para a epilepsia e Doença de Parkinson, com efeitos na sua qualidade de vida e na progressão favorável das doenças de que padecem”.

A BIAL refere que aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo têm epilepsia, o que faz desta doença “a condição neurológica grave mais comum”.

“Em Portugal, a epilepsia atinge cerca de 50 a 60 mil pessoas e todos os anos surgem cerca de 50 novos doentes por cada 100 mil pessoas”, sublinha.

Quanto à doença de Parkinson, “é uma doença neurodegenerativa do sistema nervoso central caracterizada pela presença de bradicinésia (lentificação dos movimentos), tremor, rigidez muscular e alteração postural”.

Trata-se da “segunda doença neurodegenerativa com maior prevalência no país”, que afeta 13 mil doentes em Portugal.

Estima-se “o aumento deste número nas próximas décadas em consequência do envelhecimento da população”.