O município de Coimbra possui 28,7 médicos por mil habitantes, um valor mais de seis vezes superior à média nacional (4,3), revelam dados do Instituto Nacional de Estatística.
 
De acordo com os Anuários Estatísticos Regionais relativos a 2013, citados pela Lusa, o indicador de médicos por mil habitantes apresenta valores superiores à média nacional em municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e capitais de distrito.
 
Para além de Coimbra, a lista de municípios com mais médicos por mil habitantes inclui o Porto (19,7), Lisboa (16,1), Oeiras (9,1), Faro (9,0) ou Matosinhos (7,9).
 
No extremo oposto, os municípios de Oleiros (Castelo Branco), Pampilhosa da Serra (Coimbra) e Lajes das Flores (Açores) não possuem qualquer médico residente e 72 dos 308 municípios do país (23,3 por cento) apresentam médias inferiores a um clínico por mil habitantes.
 
Por regiões, Lisboa é a única acima da média nacional, com 5,9 médicos por mil habitantes. Todas as restantes apresentam valores abaixo da média nacional: Norte (4,1), Centro (3,9), Algarve (3,4), Madeira (3,0), Açores (2,6) e Alentejo (2,4) - apesar das capitais de distrito de Évora (7,1) e Beja e Portalegre (ambos com 4,9 médicos por mil habitantes) estarem acima do valor médio nacional.
 
Já nos enfermeiros por 1.000 habitantes, Coimbra volta a liderar a lista com 25,5 - quatro vezes a média nacional que se situa em 6,3 - seguida do Porto (22,3) e Lisboa (18,9).
 
Os municípios com enfermeiros superiores em duas vezes a média nacional são maioritariamente capitais de distrito ou das regiões autónomas da Madeira e Açores - Portalegre (16,6), Bragança (15,9), Faro (15,5) ou Funchal (15,0), entre outros - mas a lista inclui ainda Barrancos, com 18,1 enfermeiros por mil habitantes, o quarto valor mais elevado a nível nacional.
 
Em 2012, ainda de acordo com o INE, realizaram-se em Portugal cerca de 7,8 milhões de atendimentos em serviços de urgência dos hospitais públicos e dos centros de saúde.
 
A região Norte registou aproximadamente 2,5 milhões atendimentos enquanto as regiões Centro e de Lisboa situaram-se próximo dos 2 milhões de atendimentos em serviços de urgência.