O PS mostrou-se hoje preocupado com o caso «gravíssimo» no Algarve de falta de profissionais de saúde, mais a mais na época de verão, dizendo que o Governo «não se pode esconder atrás de portarias e despachos».

«O caso do Algarve é gravíssimo. Temos uma zona turística da maior relevância para todos nós e para a economia portuguesa em que o Centro Hospitalar do Algarve diz que necessita urgentemente de profissionais de saúde para a época de verão e não os tem», alertou Álvaro Beleza, membro do Secretariado Nacional do PS.

O socialista aos jornalistas falava na sede do partido, em Lisboa, e reagia à posição do Centro Regional Sul da Ordem dos Médicos alertando para um conjunto de preocupações que ameaçam a resposta dos cuidados de saúde do Algarve.

«Temos serviços públicos de saúde a mirrar, a desaparecer. E serviços privados de saúde a crescer. Está a haver uma destruição progressiva do serviço público de saúde e universal para todos os portugueses e é preciso estancar esta hemorragia», advogou Álvaro Beleza.

O dirigente socialista diz ainda que o Governo «não para de atirar os profissionais contra os profissionais e fez uma portaria que permite o encerramento de variadíssimos serviços a nível nacional. Diz que não é para aplicar mas não a revoga», reforça.

A Ordem dos Médicos estima que faltem no Algarve mais de 250 clínicos e teme problemas de acesso à saúde durante o verão, lembrando que, nesta altura do ano, a população da região triplica.

Numa conferência de imprensa hoje em Lisboa, Jaime Teixeira, presidente do Conselho Regional Sul da Ordem, traçou um «quadro negro» nos Serviços de Urgência Básica (SUB) no Algarve.

No caso do SUB de Loulé, por exemplo, a situação foi definida como muito preocupante porque a urgência já fechou alguns dias, só durante este mês, por falta de médicos.

«É quase um crime económico. Vai se destruir o turismo, não havendo assistência médica suficiente», declarou Jaime Teixeira aos jornalistas.