A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve refutou esta sexta-feira as críticas do Sindicato dos Enfermeiros sobre faltas de pessoal e de condições nos cuidados primários na região e assegurou que o número destes profissionais aumentou desde 2007.

Numa informação escrita enviada à agência Lusa, a ARS quantificou em 30% o aumento do número de enfermeiros afetos aos cuidados de saúde primários do Algarve e rebateu os dados avançados pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) em comunicado, que davam conta da falta de 107 profissionais só no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Central do Algarve, que abrange Faro, Albufeira, São Brás de Alportel, Loulé e Olhão.

«Entre 2007 e 2014, verificou-se um aumento de mais de 30% do número de profissionais de enfermagem nos cuidados de saúde primários da região. Em 2007 encontravam-se a trabalhar nos cuidados de saúde primários na região 356 enfermeiros, enquanto no final de 2014 totalizavam 468», contrapôs a ARS, referindo-se ao número de profissionais “em funções nos três ACES do Algarve” - barlavento, central e sotavento.

Relativamente ao número de profissionais em falta no ACES Central, o sindicato disse serem 107, mas a ARS reconheceu que «faltam cerca de 25 profissionais da área de enfermagem para preenchimento total do mapa de pessoal» e que estão atualmente ao serviço no agrupamento 198 enfermeiros.

A ARS adiantou que, em 2015, estão previstos «12 novos postos de trabalho de profissionais de enfermagem» para os centros de saúde da região e este número pode aumentar com a «iminente regularização de situações de mobilidade existentes».

O SEP também criticou a ARS por ainda não ter colocado dez enfermeiros no âmbito de um concurso aberto em 2010 e que ainda não foi concluído, mas a Administração Regional de Saúde justificou “o atraso no processo” com “um recurso apresentado por um dos candidatos” e com a necessidade de aguardar por “esclarecimentos da Secretaria Geral da Saúde para conclusão do mesmo”.

“De qualquer forma, esta situação não impede nem condiciona a abertura de futuros procedimentos concursais”, assegurou a ARS.

O SEP apontou, ainda, para a falta de condições e materiais em vários centros de saúde do Algarve. A ARS respondeu que estas situações «já se encontram presentemente corrigidas através da aquisição e distribuição dos referidos materiais» e que, «apesar destas quebras pontualmente verificadas», a prestação dos cuidados à população «nunca esteve em causa», como cita a Lusa.