Por: tvi24 / CP | 26- 6- 2010 14: 55
A ministra da Saúde apelou aos médicos para que olhem para o enquadramento socioeconómico do doente quando prescrevem medicamentos.
«Aos
médicos, que decidem a melhor terapêutica para o doente, pedimos que olhem para a pessoa que têm à sua frente, não apenas
do ponto de vista clínico, mas tendo em conta o seu enquadramento socioeconómico», afirmou Ana Jorge, na inauguração da Farmácia
do Hospital S. João, no Porto.
A ministra salientou que a adesão à terapêutica «depende, em muito, da capacidade
de aquisição do medicamento», garantindo o Estado uma comparticipação a 100 por cento para os cidadãos mais carenciados
apenas «se forem prescritos e dispensados os medicamentos com preço mais baixo em cada grupo terapêutico».
«Medicamentos
mais baratos não significam hoje medicamentos de menor qualidade. Essa é uma ideia errada que é preciso contrariar, já que
os [medicamentos] genéricos nos garantem a mesma eficácia e segurança», frisou.
Ana Jorge referiu que, com o novo
«pacote do medicamento», que entrou em vigor em 1 de Junho, o Governo conta «reduzir a despesa em cerca de 80 milhões de euros,
sem, no entanto, beliscar as necessidades dos cidadãos».
A ministra opôs-se à obrigatoriedade de subscrição do medicamento por substância activa, proposta de novo pelo CDS,
afirmando que tudo que seja feito por imposição e contra os profissionais não terá o mesmo sucesso que tem quando há um envolvimento
de médicos e farmacêuticos.
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