Por: tvi24 | 9- 2- 2012 19: 40
Metade da população portuguesa sofre de doença crónica, verificando-se um crescimento de 2,5 por cento ao ano no grupo
dos idosos, tendo o fenómeno um impacto total de 60 a 80 por cento nas despesas em saúde, noticia a Lusa.
Os dados
constam do último inquérito nacional de saúde e foram destacados por Anabela Pereira, presidente da comissão organizadora
do Congresso Nacional de Psicologia da Saúde, na sessão de abertura desta iniciativa que reúne em Aveiro, durante três dias,
700 participantes nacionais e estrangeiros.
Segundo Anabela Pereira, os estudos revelam que 5,2 milhões de portugueses
sofre, pelo menos, de uma doença crónica, enquanto 2,6 milhões sofrem de duas ou mais, e cerca de 3 por cento da população
sofre de cinco ou mais doenças crónicas.
Aquela oradora destacou ainda que «as doenças crónicas já não se encontram
confinadas aos mais idosos, sofrendo implicações directas nos resultados gerados por análises microeconómicas e macroeconómicas
de funcionamento do sistema de saúde».
Por sua vez o bastonário da Ordem dos Psicólogos, Telmo Batista, salientou
que a Ordem tem vindo a desenvolver estudos técnicos que demonstram a importância do contributo da psicologia para a melhoria
da saúde dos cidadãos e sustentabilidade do serviço nacional de saúde.
Deu como exemplo o relatório sobre custo-efectividade
de intervenções psicológicas, recentemente divulgado pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Portuguesa para o estudo da
obesidade.
Telmo Baptista defendeu ainda a importância da auto-regulação das profissões e mostrou-se confiante na
negociação que está a ser concretizada com o Ministério da Saúde para aumentar o número de psicólogos na rede de cuidados
de saúde primários, que considerou manifestamente insuficientes.
Em representação do ministro da Saúde, José Tereso
sublinhou a necessidade de integrar os psicólogos na rede de cuidados de saúde primários, contribuindo para a redução de custos
do sistema.
Como médico de saúde pública, disse não deixar de constituir uma desilusão o facto de se observar «o
aumento crescente das taxas de alcoolismo, de obesidade ou doenças oncológicas, apesar das campanhas e dos planos que têm
vindo a ser promovidos».
José Tereso defendeu que isso «reforça, ainda mais, a necessidade de integrar os psicólogos
na rede, melhorando a eficiência dos cuidados e garantindo a sustentabilidade do sistema».
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