O número de casos de legionella não para de aumentar. O último balanço da Direção-geral de Saúde, divulgado pelas 17:30, dá conta de 50 casos confirmados. O anterior a esse, feito pela manhã, adiantava 48 infetados.

O número de vítimas mortais mantém-se em cinco, sendo que a quinta vítima mortal foi conhecida também esta segunda-feira: trata-se de uma mulher de 76 anos que estava internada no Hospital São Francisco Xavier, onde o surto começou. 

As outras vítimas mortais são um homem de 77 anos, uma mulher de 70 anos, outra de 68 anos e ainda uma mulher de 97 anos.

Todos os doentes infetados têm história de doença crónica e/ou fatores de risco. Do total, 58% são do sexo feminino, ou seja, 29 pessoas, e 68% (34 pessoas) têm idade igual ou superior a 70 anos.

Do total de infetados, 10 já tiveram alta clínica, mas ainda há 29 internadas em  enfermaria e seis em Unidades de Cuidados Intensivos.

Cerca de duas semanas depois de o surto ter começado, o ministro da Saúde pediu hoje desculpa aos doentes e garante que tudo fará para se apurem "cabalmente todas as responsabilidades" e se faça a reparação devida às vítimas.

A Comissão de Saúde da Assembleia da República decidiu também hoje, por unanimidade, ouvir no dia 29 de novembro um conjunto de responsáveis públicos sobre o problema da legionella.

Vão ser ouvidos no parlamento o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, a administradora do Hospital Francisco Xavier, Rita Perez, e um responsável do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, disse à Lusa o presidente da Comissão de Saúde, José Matos Rosa.