As aulas na escola de primeiro ciclo de Relvas Verdes, no concelho de Santiago do Cacém, Setúbal, já começaram, mas com um horário provisório, depois de dois dias de atraso, por falta de colocação de uma auxiliar.

O ano letivo começou com dois dias de atraso, por falta de uma tarefeira (auxiliar de educação contratada a tempo parcial), ainda por colocar na escola básica, que manteve as portas fechadas na segunda e na terça-feira, mas abriu na quarta-feira, com um horário alternativo provisório.

Ainda sem a tarefeira colocada e a aguardar a resolução da situação "na sexta-feira", dia em que está agendada uma reunião com o responsável regional de Educação e com o presidente do município, o diretor do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, Manuel Mourão, encontrou uma solução "provisória" para o início das aulas dos 16 alunos.

"A professora está a dar aulas das 08:30 às 13:30 e a assegurar tudo sozinha", de forma a "garantir o acompanhamento dos alunos", explicou hoje à agência Lusa o responsável do agrupamento de escolas.


A aula começa meia hora mais cedo do que o habitual, que seria às 09:00, e termina mais tarde, concentrando todo o tempo letivo na parte da manhã, porque, sem o apoio da auxiliar de educação, não são servidos os almoços na escola, não há aula de inglês, nem outras de enriquecimento curricular.

"A situação é provisória", explicou Manuel Mourão, que encontrou, assim, a solução para que os alunos pudessem começar o ano letivo ainda esta semana, com "pelo menos o português, matemática e estudo do meio."

A limpeza do estabelecimento escolar tem sido assegurada "voluntariamente" por duas funcionárias da escola secundária do mesmo agrupamento, que se deslocam da sede de concelho às Relvas Verdes ao final do dia.

Segundo Manuel Mourão, a escola deveria estar a funcionar, à semelhança das restantes do concelho em meio rural, com uma tarefeira a assegurar o acompanhamento dos alunos das 08:45 às 9:15, durante uma hora e meia no período do almoço e, à tarde, entre as 15:30 e as 17:30.

A situação foi criticada terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, que atribuiu a responsabilidade ao Ministério da Educação, por não ter colocado atempadamente a funcionária.

"A responsabilidade é do Ministério da Educação, porque é quem contrata as tarefeiras para as escolas rurais e das sete pessoas necessárias para o concelho só vieram seis", argumentou o autarca.

No concelho de Santiago do Cacém há sete escolas rurais, das quais seis contam, cada uma, com uma tarefeira, desde o início do ano letivo.

"Não sei como fizeram as contas, porque temos sete escolas rurais e colocaram seis pessoas", apontou o diretor do agrupamento.