Por: Redacção / MM | 10- 2- 2012 13: 8
O director do Serviço de Imunohemoterapia do Hospital de S. João, no Porto, manifestou-se, esta sexta-feira, «preocupado»
com a «quebra substancial» nas dádivas de sangue, admitindo que, a continuar assim, seja necessário «adiar cirurgias».
«Temos
uma quebra relativamente à afluência dos dadores de sangue e, neste momento, estamos preocupados», afirmou Fernando Araújo,
em declarações à agência Lusa.
Fernando Araújo apelou, por isso, aos dadores do S. João para que se desloquem ao
hospital e doem sangue, e também para que se façam acompanhar de «algum familiar ou um amigo porque, neste momento, é necessária
a sua participação e o seu acto cívico».
«Os stocks ainda permitem continuar, mas se esta redução de oferta dos dadores
se mantiver é presumível que, dentro de algum tempo, tenhamos de adiar cirurgias por falta de sangue», disse.
Esta
deverá ser, segundo o mesmo responsável, «uma das primeiras consequências da falta de sangue».
Contudo, Fernando
Araújo, que foi presidente da Administração Regional de Saúde do Norte, até ser substituído, em Outubro de 2011, por Castanheira
Nunes, manifestou-se «esperançado que as pessoas, ao saberem desta necessidade, de uma forma solidária, venham e voltem a
doar sangue».
O director do Serviço de Imunohemoterapia do S. João disse compreender a insatisfação dos dadores em
relação, nomeadamente, ao fim da isenção das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, mas considerou que deixar de
doar sangue «não é a melhor forma de exprimirem o seu descontentamento, porque no final quem é prejudicado são os doentes».
«Sugeria
que pensassem noutras formas de exprimir o seu descontentamento, mas que continuassem a vir doar sangue por que já notamos
uma quebra substantiva nas dádivas», frisou.
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