A cidadã portuguesa, membro da Adala UK e observadora acreditada pela Fundação Sahara Ocidental, sedeada em Espanha, foi impedida pelas autoridades marroquinas de entrar naquele país, com o «intuito de assistir ao julgamento de um jornalista que foi torturado como observadora internacional», disse na antena da TVI24.

 

«À chegada identifiquei-me como observadora internacional e acreditada. (…) De imediato foi-me retirado o passaporte e disseram-se que era persona non grata. Que os julgamentos não eram para ter observadores», quando só um juiz é que pode impedir esse acesso.

 

«Passados sete minutos retiraram-se o bilhete de avião e «mandaram-se ficar num canto». Depois, «começaram a falar comigo em árabe (…) e estavam a gritar».

Retiraram-lhe pertences, incluindo o telemóvel, «e um polícia atirou o computador ao chão».

 

A seguir, «pegaram em mim à força e empurraram-me em direção ao avião».

 

 

A ativista «chega amanhã a Lisboa e «quando chegar vai fazer uma queixa formal no Ministério dos Negócios Estrangeiros contra o reino de Marrocos e na ONU».