Por: Redacção / CLC | 6- 6- 2011 21: 44
Dias sem fim e noites sem dormir. Não será mais do que isto a vida de Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro e rosto de sofrimento.
Portugal conhece-lhe a dor e as lágrimas. Esta segunda-feira o juiz decidiu levar a julgamento o único suspeito do caso e
os pais do rapaz de Lousada, desparecido há 13 anos, dão uma entrevista exclusiva à TVI, que sempre acompanhou o processo.
Anos
de «tortura». É assim que Filomena Teixeira descreve os longos anos que vive sem saber se o filho está vivo ou morto. Uma
incerteza que não a faz perder a esperança, depois de ter perdido quase tudo na vida. Pelo menos, tudo o que um dia lhe deu
alegria. «Um dia muito importante. É o início de uma nova etapa e esperamos que o inicio de uma nova esperança», diz à TVI.
13 anos depois o quarto de Rui Pedro está como ele o deixou. O pai confessa que por vezes dorme lá e sente-se melhor.
Mas Filomena não consegue. O «desespero total» do casal de Lousada não os faz desistir de querer saber o que aconteceu a Rui
Pedro. Filomena diz que 13 anos depois «tudo falhou» e que se sente «impotente, perante tudo e perante todos».
A
mãe de Rui Pedro, visivelmente debilitada, confessa que tem vivido uma vida de «tortura». Perdeu «muitos» quilos e a esperança
é a única coisa que ainda a «alimenta, apesar de tudo». Uma esperança que a mantém viva, mas que é também a fonte da tortura,
hora após hora, dia após dia. «Quanto mais o tempo passa, mais eu entro em desespero. Penso muitas vezes se algum dia o irei
ver e isso degasta-me. Por outro lado penso que tenho que lutar para quando ele vier, eu estar aqui», diz.
Filomena
Teixeira, a mãe de Rui Pedro só tem um sonho e um temor: voltar a ver Rui Pedro e «acabar os dias» sem saber quem lhe levou
dos braços o filho.
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