Por: Redacção / HB | 27- 2- 2011 17: 59
Cândida Almeida falou esta tarde com a TVI24 sobre os novos desenvolvimentos no caso «Rui Pedro», o adolescente
que está desaparecido desde 1998. Não se sabe ainda do rapaz, mas o Ministério Público acusou Afonso Dias de rapto. A directora
do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) disse que «houve quase que uma "reinvestigação" até se chegar
a esta acusação», mas que não há dados novos sobre o paradeiro de Rui Pedro.
«Foram seguidas todas as pistas. Nunca
houve desistências. Pelo contrário, foi solicitada a colaboração da família, do dr. Ricardo Sá Fernandes [advogado da família],
e, portanto, todos em conjunto, conseguiram nunca desistir», sublinhou num contacto telefónico.
Sobre as pistas
que foram seguidas para tentar encontrar Rui Pedro, «todas se mostraram sem resultados», disse, elogiando «o trabalho excepcional
e a capacidade de resistência e dedicação e as qualidades técnicas e humanas do senhor magistrado, que é o senhor Vítor Magalhães,
e da equipa da PJ, que foram incansáveis, que seguiram todas as pistas, que fizeram várias cartas rogatórias para o estrangeiro».
A directora do DCIAP desvalorizou o tempo que se levou para que fosse possível deduzir a acusação contra Afonso
Dias. Questionada sobre se não pensa que terá sido demasiado tempo, assinalou: «Não, eu diria o contrário. Nós conseguimos
os indícios suficientes. Quer a nível nacional, quer a nível internacional há processos que são arquivados, outros demoraram
anos».
Cândida Almeida negou a existência de factos novos sobre o caso, explicando que o que aconteceu foi uma reavaliação
de todos os dados existentes. «A equipa da PJ, com o magistrado, como que fizeram uma reconstituição do dia e dos dias seguintes»,
disse. «Houve foi quase que uma reinvestigação até se chegar a esta acusação».
Sobre as declarações do bastonário
da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, que criticou a demora na acusação e disse que Procuradoria Geral da República deveria
apresentar esclarecimentos, Cândida Almeida disse apenas: «Se o senhor Procurador entender fazer um comunicado, far-se-á muito
claramente, sem problemas».
«Não nos pesa a consciência, pelo contrário», apontou.
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