O Tribunal de Cascais condenou esta quinta-feira a pena prisão efetiva quatro homens acusados de 60 assaltos com armas de fogo, tentativa de homicídio e sequestro, a outros dois aplicou pena suspensa e apenas um foi absolvido. A juíza presidente do coletivo condenou a «violência brutal» dos crimes e a sua «gravidade extrema».

A sentença proferida revela, segundo a Lusa, que um dos elementos, considerado um dos cabecilhas, terá de cumprir 17 anos e meio de prisão efetiva, pela prática dos crimes levados a cabo na Grande Lisboa e no norte do país, entre os quais sequestro, ofensa à integridade física, carjacking, roubo, falsificação, furto e condução perigosa de veículo automóvel.

A outro dos elementos, também tido como cabecilha do grupo, foi decretada a prisão efetiva de 13 anos, por roubo qualificado com recurso a arma de fogo e carjacking.

Outro arguido foi condenado à pena de prisão efetiva de 8 anos e meio, por roubo.

A estes três homens, a juíza deu como provado terem submetido os ofendidos «a uma violência brutal», com um comportamento de «gravidade extrema» e revelador de que «têm um espírito violento».

A outro dos acusados, condenado por furto, a pena foi de 2 anos e três meses de prisão efetiva, por ser reincidente no crime. Esta pena é acumulada com a prisão preventiva que o arguido já cumpre desde agosto de 2012, estimando a juíza que o arguido será «libertado brevemente».

Outros dois elementos do grupo foram também condenados, um deles por posse de arma e outro por furto e introdução em local privado, a penas suspensas de 2 anos e 9 meses e 4 anos, respetivamente.

Apenas um dos suspeitos foi absolvido de todos os crimes de que estava acusado.

A juíza presidente do coletivo optou ainda pela absolvição de todos os suspeitos pelo crime de associação criminosa de que estavam acusados.

O grupo começou a ser julgado em fevereiro, decorrendo entretanto 40 audiências, algumas delas sob tensão e que exigiram rigorosas medidas de segurança.

Hoje, a sala de audiência contou com a presença de cerca de duas dezenas de familiares dos arguidos, o que obrigou à presença reforçada do contingente policial.

De início, o processo considerava oito suspeitos, o filho de um dos dois alegados cabecilhas da rede foi separado por ser menor.