O Governo está a estudar a forma de evitar a repetição de roubos de malas diplomáticas como a ocorrida em Luanda, disse hoje fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Agência Lusa.

Noticiado hoje pelo Jornal de Negócios, o roubo foi comunicado às autoridades e, acrescentou a mesma fonte, já «estão a ser feitos todos os esforços para tentar recuperar o seu conteúdo».

Pormenorizou ainda que «estão a ser equacionadas as medidas necessárias para acautelar que situações destas não se repitam».

A fonte ministerial adiantou que «a mala continha documentação diversa», que se escusou a revelar «por razões de segurança».

Fonte diplomática pormenorizou que o incidente ocorreu em 10 de fevereiro, quando a mala diplomática estava dentro de uma viatura da empresa que faz o transporte há 15 anos.

Não é a primeira vez que malas diplomáticas portuguesas são desviadas, mas em Luanda nunca tinha acontecido.

O Jornal de Negócios pormenorizou que uma mala diplomática é um envelope, uma caixa, um contentor ou qualquer outro volume utilizado pelas missões diplomáticas para o envio e receção de documentos e objetos destinados a uso oficial a coberto da imunidade diplomática.